sábado, 1 de novembro de 2008

INVENÇÃO DA IMPRENSA



Em 1455 o alemão Johannes Gutemberg imprimiu 200 Bíblias tipograficamente. Para imprimí-las Gutenberg precisou fundir cerca de 300 caracteres diferentes, que lhe permitiram alcançar uma perfeição gráfica superior aos laboriosos e elegantes manuscritos da época. Essa revolução baseada em técnicas já existentes, aumentou incrivelmente a quantidade de livros e de saber em circulação. Ao longo da história os livros tornaram-se arquivo das mais diversas ideias.
Antigamente, na China, usavam-se matrizes de pedra para "imprimir". Sucessivamente, este processo foi aperfeiçoado, por meio de matrizes de madeira. No século XI, os Chineses fabricaram caracteres móveis (tipos) de terracota, de estanho e de cobre. Mas a arte da imprensa, no Oriente, não teve ulterior difusão, enquanto não chegaram os caracteres móveis e as máquinas de imprimir.
A xilografia, que empregava como matriz uma prancheta de madeira gravada, já era florescente no século XIV, na Europa. Nos primeiros tempos, faziam-se xilografias de imagens religiosas, depois acrescentaram-se didascálias e, finalmente, se chegou à imprensa "tabelar", isto é, impressão com pranchetas de madeira, onde cada uma delas correspondia a uma página. O trabalho de produção de pranchetas era feita por hábeis artesões.
Numerosos volumes foram impressos a respeito do verdadeiro descobridor da arte tipográfica, sem que se conseguisse estabelecer de maneira positiva a paternidade da invenção. Todos, porém, são concordes em afirmar que foi realmente Gutemberg o primeiro a servir-se de moldes de letras desmontáveis. O ourives Füst emprestou-lhe 800 florins para fundar a primeira tipografia em Mogúncia. Cinco anos depois, auxiliado por Humery, Gutemberg abria outra oficina melhor aparelhada para a imprensa, conquistando, a seguir, grande fama.
Não se sabe ainda, com exatidão, como Gutemberg conseguiu obter o processo da impressão, mas é certo que este estava fundado em boas bases, tanto que, durante muito tempo, a arte tipográfica não sofreu alterações. As linhas que ele imprimiu eram perfeitamente coordenadas; além disso, precisou "fabricar" a composição e as caixas para os tipos, ao passo que, para a impressão, serviu-se do prelo em uso nas tipografias.
Nos primeiros tempos, os editores eram, ao mesmo tempo, mestres de erudição e de tipografia. Os mais célebres foram os Manuzio, Aldo, o velho, fundou em Veneza a primeira tipografia , em 1500, onde publicou uma coleção de clássicos gregos. Seu filho, Paulo, continuou-lhe a obra e, assim também o neto Aldo, chamado "o moço". O Papa Clemente VIII chamou este último para dirigir a tipografia do Vaticano.
Mais tarde, Gian Battista Bodom (1740 x 1813) distinguiu-se pela habilidade em gravar os caracteres.Em Parma, fundou e dirigiu, por ordem do duque Ferdinando de Bourbon, a imprensa Real, que atraia, pela sua perfeição, estudiosos e viajantes de seu tempo.
Deve-se ao alemão Frederico Koenig (1774 x 1883) a invenção da máquina de imprimir. Após numerosos estudos e experiências, Koenig, em 1814, ficou em condições de criar uma bela máquina, para o Times, que imprimia 1600 cópias por hora.


Nicéas Romeo Zanchett

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